Couro cabeludo

Tipos de Cabelos e Seus Significados

Descubra o seu tipo de cabelo e confira as dicas. Entenda as estruturas da haste capilar e as características de cabelos lisos, ondulados e crespos.

· Atualizado em · 4 min de leitura · por Equipe Folyic
Comparação visual entre tipos de cabelo: liso, ondulado e crespo
Comparação visual entre tipos de cabelo: liso, ondulado e crespo

DESCUBRA O SEU TIPO DE CABELO E CONFIRA AS DICAS

O tema aborda a relação entre o sistema capilar (que é vivo) e o fio/haste capilar (que é “morto”). Quando falamos de folículo piloso, imediatamente correlacionamos a uma estrutura que produz pelo e/ou cabelo. Vêm então algumas dúvidas:

“Todos os folículos pilosos são iguais? E se for, os cabelos também são?”

Não para as duas questões. O folículo muda mediante os fatores genéticos de cada etnia, e as estruturas internas e o ângulo da implantação também — então essas mudanças ocorrem mediante as origens de cada indivíduo.

Existem formatos de folículos diferentes e, consequentemente, a produção de fios diferentes. Com isso a tipologia (variedades entre os fios), densidade, resistência e espessura são diversas em todos os aspectos.

Camadas do fio

O fio de cabelo é constituído por 3 camadas: cutícula, córtex e medula.

Medula: parte mais interna do fio; não exerce função efetiva no cabelo (de resistência ou espessura). No entanto, os fios que a possuem têm maior índice de reflexão de luz, ou seja, o brilho é mais perceptível.

Córtex: porção interna dos fios e responsável por 80% a 90% da massa capilar. Em sua composição possui ligações de enxofre formando o aminoácido cistina e, posteriormente, a proteína queratina, que conferem resistência e elasticidade — sendo possível a extensibilidade em até 50% do tamanho do fio e o retorno à forma normal. Esta estrutura se subdivide em duas partes:

  • Paracórtex: região mais rígida do córtex, formado por queratina cristalina de maior resistência.
  • Ortocórtex: região menos resistente do córtex; possui queratina amorfa em sua composição.

Cutícula: estrutura externa dos fios, responsável por compor até 10% da massa capilar, sendo a parte mais resistente do cabelo. Essas pequenas células se sobrepõem como telhas formando uma camada de revestimento, protegendo o córtex contra os efeitos físicos e químicos. Apresenta variação de 5 a 14 camadas de cutículas em um fio. Quanto mais camadas, maior a resistência.

Cabelos lisos (mongólico ou lisótrico)

Origem: Oriental. São os cabelos bem lisos.

Por que esse fio é lisinho?

  1. Formato do bulbo circular (redondo)
  2. Sentido de crescimento da raiz bem definido
  3. Angulação folicular vertical

Por que esse tipo de fio é o mais resistente entre os demais tipos?

  1. Possui uma simetria em sua porção externa
  2. Grande quantidade de camadas de cutículas chegando até 14 camadas
  3. Predominância do paracórtex no interior do córtex (região mais densa e resistente)

Cabelos ondulados (caucasoides)

Origem: Europeia. Sentido de crescimento bem definido.

  • Ondulação no prolongamento da haste capilar, com uma projeção folicular levemente inclinada que caracteriza um cabelo de raiz lisa e ondulação no comprimento
  • Não possui uniformidade de camadas externas — onde está presente a leve ondulação (local mais fino ou de maior fragilidade), acontece uma pequena diferença entre camadas de cutículas
  • Fio possui boa formação cortical, deixando-o com um diâmetro similar ao de um mongólico, porém em corte transversal possui formato ovalado

Cabelos crespos (afro-negroides)

Origem: continente africano, bastante frequente no Brasil devido à miscigenação.

Formato elíptico. Por causa desse formato e diferença de espessura, esse fio é sempre classificado como médio/fino.

  • É o tipo de fio com maior fragilidade
  • Possui uma projeção folicular quase paralela às primeiras camadas da pele
  • Possui uma grande dificuldade de lubrificação devido à angulação do seu folículo. Portanto, é o tipo de fio com menos lubrificação e hidratação natural ao longo da haste, pois o óleo produzido pelas glândulas sebáceas não consegue atingir até o final da haste (por causa de várias curvaturas existentes), ficando a lubrificação mais próxima ao couro cabeludo
  • Não possui uniformidade de camadas de cutículas, sendo a diferença até 3 a 4 camadas entre os lados, fator que contribui muito para a sua fragilidade
  • Não possui uniformidade entre as camadas no córtex, motivo pelo qual é classificado como médio/fino

Precisamos ter muita consciência quando pensamos em mudar o nosso cabelo, porque existem vários outros fatores que também influenciam no formato, resistência e espessura dos fios. Há vários critérios a serem levados em consideração antes de realizar qualquer tipo de química — só um profissional da área sabe avaliar e pesar o risco-benefício, indicações, contraindicações, pré e pós-química.

Podemos alterar a forma do cabelo de forma definitiva, mas apenas dos fios que vemos — a parte “morta” — e não o que está em formação dentro do folículo piloso (parte “viva”). Após um tempo, qualquer mecanismo químico utilizado retorna à forma natural do fio.

Referências bibliográficas
  • HALAL, John. Tricologia e a Química Cosmética Capilar: tradução da quinta edição norte-americana. São Paulo: Cengage Learning, 2011.

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Próximo passo

Da leitura à condução: uma avaliação criteriosa do seu caso.

Os artigos ajudam a compreender. Mas cada caso pede uma leitura individualizada. A avaliação capilar sistêmica é o caminho para entender o que faz sentido para você.

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