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Queda de Cabelo na Gravidez é Normal?

Experiência e orientação como médica tricologista. Entenda as alterações capilares na gestação, queda no pós-parto e quando é patológico.

· Atualizado em · 2 min de leitura · por Equipe Folyic
Gestante segurando mecha de cabelo, ilustrando queda no pós-parto
Gestante segurando mecha de cabelo, ilustrando queda no pós-parto

MINHA EXPERIÊNCIA E ORIENTAÇÃO COMO MÉDICA TRICOLOGISTA

Toda mulher quando engravida passa por uma série de modificações no corpo e com o cabelo não é diferente. Durante a gravidez, essas alterações no cabelo são muito bem-vindas, já que os hormônios da gestação interferem positivamente estimulando a fase de crescimento, chamada de fase anágena.

O que acontece com os cabelos durante a gestação?

Normalmente, a porcentagem de fios que estão na fase anágena em um couro cabeludo saudável é de aproximadamente 80%. Durante uma gestação saudável, essa porcentagem pode aumentar para até 95%. De fato, é algo que podemos ver com nossos olhos: é uma fase em que muitas pacientes recebem elogios. Os cabelos crescem mais e percebemos um aumento de volume e qualidade (maciez, brilho e resistência).

A queda de cabelo no pós-parto

A fisiologia capilar, assim como as plantas em diferentes estações do ano, é cíclica, ou seja, há um período de crescimento, desenvolvimento e posteriormente uma queda. De fato, os cabelos também passam pelo “outono” (nem sempre coincide com a estação) e caem. Processo natural, fisiológico e esperado. Como na gravidez houve uma “primavera” dos cabelos intensa e prolongada, o seu “outono” também será mais intenso — quero dizer, uma queda capilar mais intensa irá acontecer para a maioria das mulheres.

Um detalhe importante: a queda dos cabelos no pós-parto não está relacionada à amamentação ou produção de leite. Toda mulher que passou por uma gravidez, independente se conseguiu chegar até seu final, do tipo de parto ou forma de amamentação, poderá passar por essa fase.

Como posso saber se a minha queda capilar é normal ou não?

Como dito anteriormente, esse não é um fato patológico, a menos que você já tenha algum problema capilar que não esteja tratando ou que tenha alguma alteração hormonal, metabólica, nutricional subclínica, ou seja, que ainda não apresentou nenhum sinal ou sintoma aparente, mas que pode se apresentar a qualquer momento. Esses casos são mais difíceis e necessitam de uma avaliação clínica e laboratorial cuidadosa.

Converse com seu médico que cuida de seus cabelos sobre isso. Ele irá te ajudar a diferenciar o normal do patológico. E quando necessário, irá corrigir as alterações e dessa forma tratar o problema ou preveni-lo.

Não há nenhum tratamento padrão cientificamente comprovado nesta fase. Mas há cuidados que devem ser verificados e administrados de forma individual. A experiência clínica comprova que por mais que não consigamos impedir a queda fisiológica, conseguimos minimizá-la ou prevenir as quedas patológicas. Mesmo porque algumas mulheres relatam que a queda e outras alterações que começaram no pós-parto persistem por mais de 6 meses.

Se a queda persiste por mais de 6 meses, é provável que haja algo errado, pois a queda considerada fisiológica ocorre entre 2 e 6 meses pós-parto. Mais que isso, pode ser um problema.

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Da leitura à condução: uma avaliação criteriosa do seu caso.

Os artigos ajudam a compreender. Mas cada caso pede uma leitura individualizada. A avaliação capilar sistêmica é o caminho para entender o que faz sentido para você.

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