Couro cabeludo

Dermatite de Contato — Irritativa e Alérgica

Quando suspeitar e iniciar o diagnóstico precoce de dermatite de contato no couro cabeludo. Entenda os tipos e exames complementares.

· Atualizado em · 2 min de leitura · por Equipe Folyic
Couro cabeludo com sinais de dermatite de contato
Couro cabeludo com sinais de dermatite de contato

QUANDO SUSPEITAR E INICIAR O DIAGNÓSTICO PRECOCE

Quando o diagnóstico de dermatite de contato é feito de forma precoce, evitamos as formas clínicas mais graves bem como a frequência das crises.

Quais os principais tipos de dermatite de contato?

Temos várias, mas as mais comuns são a Dermatite de Contato Irritativa Primária e a Dermatite de Contato Alérgica. Vamos falar das características de cada uma delas.

Dermatite de Contato Irritativa Primária

  • Mais comum
  • Inflamação da pele não alérgica (sem participação do sistema imune)
  • 60% das dermatites ocupacionais (dona de casa, diarista etc.)
  • Causada por agentes irritantes (pH muito alto ou muito baixo) em contato com a pele

Dermatite de Contato Alérgica

  • Inflamação da pele e/ou couro cabeludo de origem alérgica (sistema imune)
  • Pode ocorrer após meses ou anos em contato com o cosmético
  • Pode acometer locais à distância de onde houve o contato
  • Lesões sem demarcação muito nítida

Como suspeitar?

O diagnóstico nas fases iniciais e a diferença entre elas não é muito fácil e depende de uma anamnese (coleta de dados e informações da história clínica) e exame físico muito bem detalhados. Caso tenha algum dos sinais ou sintomas abaixo, converse com seu médico sobre sua suspeita. Ele irá te ajudar a confirmar ou excluir o diagnóstico. Lembrando que nem toda inflamação ou irritação na pele ou couro significa alergia.

  • Prurido (coceira) na pele e/ou couro cabeludo
  • Eritema (vermelhidão) na pele e/ou couro cabeludo
  • Queimação ou dor na pele e/ou couro cabeludo
  • Descamação na pele e/ou couro cabeludo
  • Sensibilidade aumentada na pele e/ou couro cabeludo

O dermatologista e/ou tricologista, após o exame clínico, pode optar por pedir alguns exames complementares: exames de sangue, testes alérgicos a cosméticos capilares, unhas, pele e outras substâncias que o paciente pode ter contato. Se houver suspeita de alopecia cicatricial (casos crônicos), a biópsia da pele ou couro cabeludo pode ser necessária.

Muito importante lembrar que mesmo os testes alérgicos podem dar falso positivo ou falso negativo. A indicação correta (técnica e momento da coleta) é importante para evitar os erros laboratoriais. A interpretação do exame e as orientações devem ser realizadas pelo médico.

Um conselho: o teste de alergia a cosméticos sozinho não faz diagnóstico. Os dados clínicos devem ser também levados em consideração.

O tricologista deve te orientar sobre as medidas de prevenção, cuidados diários, escolha dos cosméticos, colorações, dermocosméticos específicos para você. Laser de baixa potência e ativos fitoterápicos com propriedades calmantes contribuem com o tratamento medicamentoso.

Referências bibliográficas
  • Atlas de Dermatologia — da Semiologia ao Diagnóstico, Luna Azulay.
  • Ativos Dermatológicos, Valéria Maria e Daniel Antunes.
  • Apostilas da International Association of Trichologists.

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