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Calvície Tem Tratamento?

Quais são os recursos disponíveis atualmente na terapia capilar para tratamento de calvície? Conheça laser, microagulhamento, recursos naturais.

· Atualizado em · 4 min de leitura · por Equipe Folyic
Avaliação capilar de paciente com alopecia androgenética
Avaliação capilar de paciente com alopecia androgenética

QUAIS SÃO OS RECURSOS DISPONÍVEIS ATUALMENTE NA TERAPIA CAPILAR PARA TRATAMENTO DE CALVÍCIE?

Vamos iniciar o tema a ser discorrido com uma resposta: sim, a calvície tem tratamento.

A alopecia androgenética (AAGA), conhecida também como calvície, é uma das causas mais comuns de queda de cabelo. Esse tipo de alopecia (que possui um fator genético e um hormonal envolvidos) pode atingir tanto o sexo masculino quanto o feminino, pois as causas estão associadas à etiologia (origem), com o fator genético sendo o principal, aos receptores androgênicos (porta de entrada nos folículos pilosos para o início do afinamento), e a um aumento da biodisponibilidade de hormônios androgênios (hormônios que acentuam as características masculinas), sendo que este último citado não é uma regra.

Por volta da década de 1950, foi desenvolvida uma escala que pontua o grau de evolução da calvície. Em meados de 1975, ganhou mais formas onde foi reafirmado e deixado bem claro que o quadro de alopecia androgenética é progressivo, e pode evoluir de forma rápida, levando até 10 anos até a forma final do quadro ou, tardiamente, 40 anos depois dos primeiros sinais.

Podemos interpretar através dos estudos que existe uma possibilidade de tratar a alopecia androgenética, e dentro desse processo, sabemos que há dois modos de ter sucesso:

  1. Quanto mais rápido o início do tratamento, melhor para alcançar resultados mais expressivos e com o máximo de preservação da qualidade do fio e do tempo que ele passa na fase de crescimento (fase anágena).
  2. Integrar recursos de áreas diversas dentro da saúde, desenvolvendo, assim, um tratamento vetorizado aumentando as chances de “blindar” os pontos negativos e aumentar os positivos em relação ao resultado.

Abaixo, alguns métodos de tratamentos para alopecia androgenética e seus efeitos:

Laser de Baixa Intensidade (LBI)

  • Promover o aumento de ATP (adenosina trifosfato): responsável por dar energia às nossas células e melhorar todo seu trabalho metabólico.
  • Anti-inflamatório: nesta alopecia, existe uma inflamação subclínica (não perceptível a olho nu) envolvida e que precisa ser tratada.
  • Aumentar a circulação sanguínea: aumenta o aporte de nutrientes e oxigênio ao folículo.
  • Indutor biofísico de fatores de crescimento: estimular a mitose e o colágeno do folículo piloso, dando maior sustentação e resistência ao fio.
  • Fibrinolítico: diminui a rigidez do folículo piloso causado pelo processo microinflamatório presente na AAGA.
  • Bloquear a hiperatividade da 5-alfa redutase: enzima que aumenta a produção do DHT (di-hidrotestosterona), hormônio responsável pela evolução da AAGA.

Recursos naturais e manuais — argila, óleos essenciais e massagem capilar

  • Aumentar a circulação periférica local.
  • Diminuir a espessura das camadas mais superficiais, melhorando a entrega de ativos ao couro cabeludo.
  • Promover relaxamento e também aumentar a flexibilidade no couro cabeludo.
  • Estimular o crescimento, melhorar processos inflamatórios e cicatrização com ativos naturais, que bem administrados possuem menor risco de efeitos colaterais.

Microagulhamento na calvície

  • Produzir fatores de crescimento que atuam diretamente no folículo.
  • Aumentar em mais de 80% a permeação dos ativos presentes nos tônicos para tratamento capilar.
  • Aumentar a nutrição e oxigenação no folículo piloso.
  • Promover a formação de novos vasos.

“Atualmente, graças aos avanços na área da saúde e tecnologia, temos disponíveis recursos que nos possibilitam uma melhor performance no tratamento da calvície, e inclusive com menos efeitos colaterais. Quanto mais cedo se inicia o tratamento, maiores são as chances de sucesso e satisfação. Para quem tem histórico familiar (predisposição genética), oriento fazer um check-up anualmente com seu tricologista para que ele consiga detectar os primeiros sinais da calvície durante a dermatoscopia. Quando a falha já está perceptível a olho nu, significa que a alopecia já passou de seus estágios iniciais. Investigar outras causas também é importante para que o tratamento evolua bem, pois é comum o paciente ter outras alterações sistêmicas que também estão impactando no cabelo. Quando ignoradas, o paciente pode não evoluir como esperado. Percebo também que quando o paciente é tratado de forma integral, as chances de sucesso são bem maiores. Por isso, contar com uma equipe multidisciplinar, onde cada profissional desempenha uma função específica e que pode colaborar com a conduta do outro, é de grande valia.”

Referências bibliográficas
  • BRENNER, F. M.; SOARES, I. F. Alopecia androgenética masculina. Revista de Ciências Médicas Campinas, v. 18, n. 3, p. 153-161, 2009.
  • CONTIN, L. A. Alopecia androgenética masculina tratada com microagulhamento isolado e associado a minoxidil injetável pela técnica de microinfusão de medicamentos pela pele. 2016.
  • SHAPIRO, J. Distúrbios capilares: conceitos atuais em fisiopatologia, diagnóstico e tratamento. Rio de Janeiro: Dilivros, 2015.

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