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Calvície Feminina

Saiba as principais causas da alopecia feminina. Entenda fatores hormonais, genéticos, sinais clínicos e quando procurar tratamento.

· Atualizado em · 3 min de leitura · por Equipe Folyic
Avaliação tricoscópica de calvície feminina
Avaliação tricoscópica de calvície feminina

SAIBA AS PRINCIPAIS CAUSAS DA ALOPECIA FEMININA

Calvície feminina (Alopecia Androgenética) é tema muito comum no dia a dia da clínica. Embora seja um assunto extenso, vamos comentar seus aspectos mais importantes.

Por ser um tipo de alopecia que tem um impacto emocional muito grande nas mulheres, o diagnóstico precoce e a prevenção são fundamentais para quem ama e deseja preservar a saúde de seus cabelos.

Segundo a literatura, apesar de ser uma alopecia muito comum nos homens (40-50%), as mulheres vêm sendo cada vez mais acometidas por este tipo, sendo em torno de 20% durante a idade fértil e uma porcentagem ainda maior quando entram na menopausa.

1. Causas da calvície feminina

  • Aumento da produção de hormônios androgênicos
  • Síndrome do ovário policístico
  • Hiperplasia adrenal congênita
  • Tumores ovarianos
  • Tumores da suprarrenal
  • Reposição hormonal excessiva
  • Expressão aumentada de receptores androgênicos
  • Hiper-responsividade dos receptores androgênicos
  • Aumento da atividade da enzima 5-alfa-redutase

O próprio nome (Alopecia Androgenética) explica sua causa. “Andro” vem de androgênios (DHT, testosterona, androstenediona, DHEA) que são os hormônios produzidos pela suprarrenal e/ou ovários. Esses hormônios atuam à distância, em diferentes regiões do corpo, incluindo o folículo piloso (bulbo). A enzima 5-alfa-redutase transforma a testosterona em DHT, sendo este o responsável pelo afinamento progressivo dos fios.

“Genética” vem do polimorfismo (A>G) encontrado no primeiro éxon do gene. Relacionado ao cromossomo X e, portanto, pode acometer tanto homens quanto mulheres. Sua penetrância é variável e pode inclusive pular gerações.

2. Sinais e características da alopecia feminina

  • Afinamento lento e progressivo dos fios
  • Rarefação dos cabelos
  • Bronzeamento e queimadura do couro após exposição ao sol
  • Aumento da oleosidade no couro cabeludo
  • Dificuldade no crescimento dos fios
  • Queda de fios muito curtos
  • Aumento de penugem (pelos vellus)
  • Hiperandrogenismo: acne, seborreia, aumento de pelos grossos no corpo

3. Fatores desencadeantes ou que pioram a calvície feminina

  • Variações de peso
  • Uso de anabolizantes
  • Hábitos alimentares
  • Algumas químicas capilares
  • Alguns medicamentos
  • Comorbidades associadas
  • Estresse físico, mental ou emocional

Em seu estudo, Ramos demonstra que o dermatoscópio é uma excelente ferramenta capaz de mostrar de forma simples sinais precoces de miniaturização capilar. Com ele podemos classificar e diagnosticar de forma precoce a alopecia, além de conseguir acompanhar a resposta do tratamento realizado.

Apesar da origem genética, há tratamento para alopecia feminina. Até o momento presente, não há cura definitiva, e o tratamento visa controle dos sinais e retardamento ao máximo da evolução da doença. Na prática clínica, quanto mais cedo se inicia um tratamento específico, melhores são os resultados e a satisfação do paciente. Os estágios iniciais de acordo com a classificação de Ludwig apresentam os melhores resultados.

Fiquem atentos e, quando houver dúvidas, procure um especialista em cabelos. O médico, através de uma avaliação clínica, dermatoscópica e laboratorial, consegue investigar e analisar todos os fatores de risco que envolvem a calvície feminina, para orientar melhor e tratar de forma individual.

Não há “receitinha de bolo” para o tratamento, mesmo porque alguns medicamentos possuem contraindicações e precauções em seu uso.

Referências bibliográficas
  • Dermoscopic findings in female androgenetic alopecia, An Bras Dermatol., v. 87, n. 5, set./out. 2012.
  • FITZPATRICK. Tratado de Dermatologia.

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Da leitura à condução: uma avaliação criteriosa do seu caso.

Os artigos ajudam a compreender. Mas cada caso pede uma leitura individualizada. A avaliação capilar sistêmica é o caminho para entender o que faz sentido para você.

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